Daniel Flores

Na batida do coração

O coração é um órgão cônico do tamanho de uma mão fechada que se contrai para enviar sangue para todo o organismo. Encontra-se ligeiramente inclinado para a esquerda, em posição anterior em relação à coluna vertebral e posterior em relação ao esterno, é lateralmente rodeado pelos pulmões que estão parcialmente sobrepostos a ele. Compõe-se principalmente de músculo cardíaco, tecido este que só existe no coração e que pode contrair-se constantemente sem cansar. O coração bate cerca de 100 mil vezes por dia e em 70 anos de vida, pode chegar a 2,5 milhões de vezes sem parar.

Mas hoje eu não estou aqui para descrever sobre a anatomia deste órgão segundo a definição de (McCracken e Walker, 2006) e sim para tentar elaborar uma equação dos sentimentos que passam por este dia dos namorados neste órgão essencial para a vida humana.

Com a pretensão de ter uma resposta, começo tentando interpretar os sintomas que aquelas pessoas que acabaram uma relação estão sentindo, digamos encontram-se com o “coração partido”, pensar no ser amado neste caso é o principal sintoma que caracteriza o distúrbio.

Para as pessoas como eu que sofre com sintomas parecidos com a taquicardia ao lado da pessoa amada, tento explicar com alguns dizeres “Algo cativante eu seu rosto, no seu corpo, na sua postura, no seu modo de sorrir ou de falar são elementos suficientes para me explicar a razão do amor que se furta invariavelmente do meu coração”.

Encerro esta dissertação parabenizando todos os casais de namorados e os eternos namorados que já estão juntos há muito tempo com trechos do poema de William Shakespeare.


“O meu amor eu guardo para os mais especiais. Não sigo todas as regras da sociedade e às vezes ajo por impulso. Erro, admito, aprendo, ensino. Todos erram um dia: por descuido, inocência ou maldade. Conservar algo que faça recordar de ti seria o mesmo que admitir que eu pudesse esquecer-te”.