No mundo globalizado em que vivemos é revoltante o fato de que há muitas pessoas analfabetas. Segundo o IBGE, o Brasil tem 12,9 milhões de analfabetos com 15 anos ou mais, ocupando o sétimo lugar no ranking mundial (2011). Foram contabilizados, também, 30,5 milhões de analfabetos funcionais no país.

Mas por que isso vem ocorrendo? Será que o problema está nos professores, sobretudo os das séries iniciais? É preciso qualificá-los e melhor prepará-los para lidar com as diversas dificuldades apresentadas em sala de aula? Certamente. O professor nunca sabe com que espécie de aluno vai trabalhar; e o aluno, por sua vez, não sabe quais obstáculos poderá encontrar no caminho de sua aprendizagem. Por isso é necessário interesse e total dedicação partindo de ambas as partes para que os resultados sejam satisfatórios.

Acima de tudo, deve-se incentivar o educando a ler, obviamente uma leitura própria para sua idade e que também atenda às suas necessidades. Um livro didático, uma história em quadrinhos, um poema, um artigo... Qualquer item que lhe proporcione uma leitura agradável, a seu gosto, e que deverá despertar um interesse contínuo que o fará, ao passar do tempo, sentir-se livre para “correr atrás dos livros”, descobrindo que em cada palavra há um novo horizonte e em cada livro, a mais bela aventura. Antes de tudo, é preciso lembrar que isso deve partir de casa. A criança, ainda quando muito nova, deve ter contato com a leitura. Mesmo ainda não alfabetizada, deve interagir com as palavras, seja quando os pais leem ou quando contam histórias para dormir. A criança irá, aos poucos, se familiarizar com os sons, o que facilitará a aprendizagem da leitura.

Todas essas leituras e conhecimentos são, mais tarde, passados para o papel, quando surgem as diversas propostas de redação que requerem o uso da linguagem culta e formal, e principalmente, o senso crítico. O leitor assíduo está muito mais apto a desenvolver textos de alta qualidade, lembrando que também terá bastante facilidade na interpretação. Não somente isso, apresentará uma boa dicção, isto é, será coerente quando for se expressar, desde uma simples conversa no dia-a-dia até um trabalho de conclusão de curso.

É quase impossível medir a importância da leitura na educação, sendo, principalmente, que uma dá origem à outra. Lendo, o indivíduo adquirirá novas experiências, saberá como melhor se portar diante das ocasiões. Os textos têm a finalidade de fazê-lo raciocinar, expor ao máximo sua criatividade. As letras abrem caminhos, talvez até para repensar suas atitudes, e, especialmente, conquistam. Quando você descobre a magia da leitura, nada o fará parar de ler. E não importa com que idade a descobriu. Nunca é tarde para abrir um livro e viajar.

Por isso é tão necessário o incentivo à leitura. É preciso desenvolver planos para uma melhor divulgação dos meios culturais e projetos em sala de aula. Bibliotecas mais equipadas, que estejam prontas para receber e encantar os jovens leitores, por meio de cartazes e atividades de estímulo. Tudo isso contribuirá para um futuro melhor. Um futuro onde os livros venham a ser amigos de todos, sem restrições.