O pior que se podia imaginar aconteceu no funcionalismo público do RS. Todos sabem que o estado vive uma crise econômica e cabe ressaltar que ela se arrasta de anos. Mas nenhum servidor público imaginou que fosse chegar ao ponto que chegou parcelar o salário foi uma das atitudes mais patéticas protagonizadas pela atual administração.

Os que levaram a pior na sua maioria foram os professores e a brigada militar, que vão receber seu salário em duas parcelas. Fato que indigna toda uma classe social, afinal duas classes de extrema importância em qualquer sociedade.

O que mais indigna é que quem “paga o pato” são os que menos recebem se fomos analisar as folha de pagamento de Secretários estaduais ou até mesmo dos nossos Deputados ou do próprio Governador e Vice, veremos que ela é várias vezes superior. A grande pergunta que paira no ar será que estes mesmo também terão seus salários parcelados???

As manifestações estão acontecendo e  para se ter noção as Escolas Estaduais que aderiram ao movimento contra o parcelamento, seguindo as orientação dos CPERS, o Sindicato do Professores seguiram com calendário de aulas com  períodos condessados até dia 18 de agosto. É importante refletirmos  o que a classe tem que fazer para ir cobrar um direito legal, ou seja ,receber seu salário completo sem parcelamentos. Infelizmente é lamentável. Imagine você trabalhar todo o mês cumprir com a sua obrigação e quando chegar a hora de desfrutar é anunciado que seu salário será parcelado.

Imagina o transtorno que está sendo para essas classes que tiveram seus salários parcelados, vamos tentar pensar na comunidade escolar ,nos alunos que estão tendo as suas aulas com períodos reduzidos.

A segurança há anos vem sendo um dilema, afinal a criminalidade tem aumentado, ela só não se alastrou, pois temos um órgão que encara todos os dias esse mundo do crime: a Brigada Militar. Uma profissão pouco valorizada como a dos professores. Podemos questionar se todo o batalhão optar por para o que vai acontecer nas cidades? Teremos um caos, preocupante  não  é caro Governador?

E pelo que os noticiários apontam as novas medidas resultam em novo parcelamento. Até quando isso durar? Será que o Estado não consegue nem pagar  funcionalismo. Caso haja novo parcelamento com certeza haverá uma greve maciça.

O que os servidores públicos querem do governo do Estado? Em primeiro lugar o respeito. Na sequencia receber o salário em dia e sem parcelamentos. Afinal se trabalhou, se tem o direito de receber. Ninguém vive de amor. Todos os meses temos compromissos e temos necessidades básicas que precisam se pagas como é o caso do abastecimento de água e a energia elétrica.