Juliano Baumgarten

Como é ser professor?

Bom, para responder a pergunta é necessário voltar algum tempo. Passava por volta do ano de 2005, quando eu era ainda aluno do Ensino Médio. Lembro-me perfeitamente de um dia em que a professora falou a respeito de fazer uma paralisação. Eu simplesmente na época, um tolo, não sabia o que falava. Hoje oito anos após entendo e defendo a causa. Mas afinal sabendo de todas as dificuldades envolvendo a profissão. Por que me tornei professor? Uma pergunta difícil, mas que vale o esforço para responder. Hoje consigo refletir e descobri a importância desta luta.

Todos me dizem:

- O que te passa na cabeça.

- Mas vai fazer uma Engenharia, por que aquela lá dá dinheiro.

-Tu definitivamente és louco, ir atrás tentar explicar coisas legais para pessoas que não querem nada com nada.

Bom!Realmente não sei. O que sei dizer como é ser professor. Olha com sinceridade, ser professor é uma profissão linda e trabalhosa. Muitos que não conhecem se enganam. Alias ela é um tanto quanto difícil. Para se tornar professor é feito uma preparação um tanto quanto comum, igual aos outros cursos. Mas ser professor é uma dádiva, é diferente. Outra característica comum de um professor é ser psicólogo.

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As principais dificuldades de ser professor é justamente nas questões sociais, apenas isso. Quando você começa no Estado ninguém sabe né, mas tem indivíduos que chegam há ficar SEIS MESES SEM RECEBER. Alias eu fui um deles. Mas por que não desistiu? Todo mundo fala em mudança, se eu um jovem com uma mente aberta a mudanças desistir no começo, não haverá mais luta.

- Como é o dia a dia?

- Normal como outro trabalho. Tem dias bons e ruins. Mas no meu caso, eu gosto do que faço. Então é bom!

- É complicado ser professor?

-Tem muito aluno mal educado?

- Olha! No começo sim, mas com o tempo e a prática vai embora.

- Têm sim, alguns, mas para isso basta ser rígido, assim eles aprendem.

- Como tu vê a situação atual da Educação?

- Esta melhorando, mas muito lento, como uma lesma vindo.

- O que falta para ela melhorar?

- Vergonha na cara! Trabalhar com seriedade, investir nela.

Olha! Realmente eu fiz uma pergunta muito difícil de responder. Mas uma coisa eu garanto. Somos nós professores que formamos todas as outras profissões. O que falta é a valorização e respeito que a nossa classe merece. Mas para fechar com tamanha humildade deste autor, um mero mortal, usarei uma frase linda do Ex Governador Brizola, sobre a educação:

“A educação é o único caminho para emancipar o homem. Desenvolvimento sem educação é a criação de riquezas apenas para alguns privilegiados”- Leonel Brizola.

A falta de educação no trânsito farroupilhense

Falar em algo crítico é mencionar o trânsito no Brasil. O povo é mal educado, grosseiro, intolerante, imprudente. Mas no caso cabe a mim delimitar e falar apenas da cidade de Farroupilha.

Nós farroupilhenses vivemos em um péssimo dilema, as dificuldades encontradas para nos deslocarmos ao centro, ou a outros locais. Mas creio que o pior de tudo é o centro da cidade. Cabe a nós lembrarmos que existe uma preparação para tirar a carteira de habilitação, o sonho de tantos jovens. Alias essa preparação se chama auto-escola, que junta à teoria com a prática. Para 95% dos que fazem a carteira, as aulas teóricas são vistas como perca de tempo, por isso acabam “fazendo por fazer” e qual é o resultado? A imprudência e todos aqueles sinônimos que atribui no parágrafo anterior.

Uma das principais lições aprendidas nas aulas é a utilização do famoso “pisca” que serve como um mecanismo que mostra a direção na qual o veiculo que esta na frente de você, ou qual direção será tomada. O uso dos piscas em Farroupilha é absolutamente, descartado. Grande parte dos motoristas desconhece o mesmo. Então quando você estiver cruzando alguma rua, cuide bem, pois não podemos confiar nos outros.

Imagem Ilustrativa Outra bela lição aprendida é a Faixa de pedestres, alias guarde bem este nome. A faixa de pedestre é feita exclusivamente para o pedestre passar sobre ela, na verdade ele tem total preferência. Claro que nem todo pedestre cumpre com o seu papel. Segundo a legislação, não se pode parar sobre ela, mas isso não ocorre. Para expressar o que penso a respeito da faixa de segurança, recorrerei com uma frase de efeito de minha autoria. “A Faixa de pedestres em Farroupilha é como assombrações só acreditam na existência delas, as que as enxergam”. Claro ela é totalmente irônica! Mas acho que ao mesmo tempo, sirva para conscientizar alguém que no seu cotidiano costuma “debochar” o pedestre.

Mas para entendermos a revolta do autor, usarei um exemplo de uma cidade bem próxima Carlos Barbosa tem aproximadamente um terço da população de Farroupilha, uma bela cidade, pacata e totalmente educada no trânsito. Se não acreditar no que estou escrevendo, tire um dia e se dirija até o local. Em Carlos Barbosa quando você estiver passando automaticamente os motoristas irão parar muito menos acelerar e buzinar como acontece aqui. Sei que muitos pensarão em dizer para mim: - Não está feliz, vai para lá. Apenas estou expondo a minha indignação.

Se fosse vereador elaboraria um projeto de lei na qual seria bem criticado por ser algo totalmente inovador e polêmico. Colocaria fiscais. Isso mesmo! Quem não utilizar os piscas e não parar na faixa de pedestre seria multado. Valor, não sei! Mas acho que resolveria, pois, a única maneira do povo entender é sendo punido, principalmente no bolso.

Como de costume gosto de deixar uma pergunta para reflexão. Qual seria a solução para o trânsito farroupilhense? Palestras? Campanhas de conscientização? Multas? Tire a sua própria conclusão. Mas que eu garanto que fiz você pensar. Fiz?

A Cavalaria Medieval

Um grupo de combatentes fortes e armados destinados a dar a sua própria vida em nome da Igreja, os heróis dos romances que iriam resgatar a princesa em seu cavalo branco, enfrentar vilões, enfim homens corajosos. Fique sabendo aqui como começou e como foi o fim da cavalaria medieval. E a influência que estes cavaleiros deixaram, que até hoje estão presentes.

Durante o século X houve uma divisão da sociedade em três níveis, os oradores (clero), combatentes (nobres) e os trabalhadores (servos) estes foram considerados os três pilares do mundo cristão.

Convivendo em uma chamada “anarquia feudal” e criada uma ética feita de coragem, fidelidade em prol do afeto do príncipe que era considerado o chefe do grupo. Neste momento a Europa estava sendo devastada, devido a ataques dos vikings, magiares e sarracenos, então era necessária a criação desta ética cavalariana.

O valor do combatente a cavalo cresceu rapidamente, diferenciando o nível dos combatentes armados e desarmados. Em seu começo a cavalaria cometia atos brutescos contra a população indefesa.

Com o apoio da igreja, monta-se uma cavalaria mais cristã, ou seja, elas passam a trabalhar para defender a igreja. Eles passam a proteger a igreja dando sua vida em prol da “salvação divina”.

Estes guerreiros passam a usar sua espada e as suas armas em prol do sacerdócio, suas armas passar a receber a benção da Igreja e após este ritual eles passam a se chamar Cavaleiros. Os cavaleiros geralmente eram nobres, apesar de não serem ricos, pois toda sua riqueza era usada para a guerra. Havia também um grupo de cavaleiros que obedeciam a um senhor, e recebiam em troca a moradia e uma “espécie” de salário usado para aquisição de novas armas.

A principal missão dos cavaleiros era proteger a igreja de povos pagãos e dos muçulmanos, que eram chamados de “infiéis”. Então estes cavaleiros travaram árduas batalhas em uma guerra contra os muçulmanos, que estavam no auge de conquistas territoriais e pregando as palavras do profeta Maomé.

Estas constantes batalhas ficaram conhecidas como as Cruzadas, luta em nome da Cruz, ou seja, em nome de Deus. A cavalaria medieval chegou ao seu fim com o aprimoramento de novas armas que agora contavam também com o uso de canhões.

Porem a cavalaria não morreu, ela sobreviveu no imaginário das pessoas e influenciou meios. Na Idade Moderna os camponeses aprendiam a escrever e a ler, com livros baseados em romances da cavalaria. Vários contos de fadas ganham destaque e influência da cavalaria, a própria Walt Disney produziu vários personagens baseados na cavalaria. Hitler e Himmler durante a Segunda Guerra Mundial se basearam na força e na coragem, o jeito de lutar, no treinamento com os soldados nazistas. Ainda a cavalaria serve até hoje como comerciais de propaganda e nos games.

Até hoje a cavalaria representa grande influência e um dos símbolos presentes no imaginário das pessoas, agora quando você ver uma propaganda, ler um conto de fadas, ver um filme, você realmente vai saber quem foram os cavaleiros medievais.

Carnaval, Futebol e Corrupção

Muito se tem falado em corrupção, principalmente no Brasil e na melhor das hipóteses como solucionar este problema milenar que vem a cada dia se alastrando. Como é o comportamento do povo brasileiro perante isso? Vou tentar aqui expor minha tese. Para chegar até ela vale à pena lembrar aquela velha frase proferida pelo Imperador Romano Vespasiano: “Pão e circo para o Povo”.

A última bomba que explodiu no cenário nacional foi à eleição de Renan Calheiros como presidente do senado. Como ele pode ser eleito está e a pergunta que paira no ar? A resposta é a seguinte nós votamos nele. Como assim? Foram 56 votos a favor. Um destes Senadores que você votou, veio depois a votar em Renan. O país vem sofrendo a diversos desvios, porem tudo acaba em “pizza” e o povo já esta cansado de acreditar em falsas promessas. Fora tantos escândalos que ocorreram nos últimos anos, como o Mensalão, o principal esquema de corrupção no Brasil. Para ser ter uma noção de quando falamos em desvio até a CBF, estava lavando dinheiro com o ex-presidente Ricardo Teixeira.

O que mais irrita o povo é a capacidade de depois de cometer tantas irregularidades estar impune e ocupar um grande cargo, com muitas mordomias e ainda e saber de praxe que nada aconteceu com ele, e nada vai acontecer. As redes sociais se mobilizaram com um Abaixo-assinado, que conseguiu aproximadamente cerca 1,5 milhões de assinaturas. Mas pouco adiantou.

Enquanto a novela Renan Calheiros no Senado ganhava ibope e todos os elementos de sucesso de uma boa trama, os telespectadores, o povo brasileiro, grande parte dele se preocupavam com o carnaval a festa popular “contagiante”. Mas cabe lembrar que uma verba foi investida em ajuda ao Carnaval. Enquanto o povo ria, pulando carnaval, Renan Calheiros assumia o poder bem tranquilo. A grande massa popular o que fez? Nada de útil, pensou primeiro em sua felicidade instantânea do que no futuro da nação.

E quando ao futebol que mencionei? O futebol é algo que envolve todo o país. É o lazer mais utilizado pelos brasileiros, apaixonados por este esporte. Mas a que ponto quero chegar? A mais simples possível, o povo dá tanta importância que ao mesmo tempo acaba se esquecendo de manifestar perante a política, que é importante para todos. Um exemplo bem clássico para compreender, um grande time passando por uma crise que não consegue vencer, que vem de um série de derrotas, os torcedores vão até o clube ,questionar o que está ocorrendo e de praxe se preciso quebram tudo o que veem pela frente. Mas um exemplo bem clássico disso a Seleção Brasileira de Futebol é elevada há altos patamares, e o povo intitula o treinador de “professor”, então vocês podem imaginar o nível. A maior discussão que gera quando a Seleção fracassa , é eliminada e desclassificada na Copa do Mundo ou outras em competições.

O que nós resta a fazer? Aceitar mais este absurdo? Aguardar a “justiça divina”, como alguns acreditam? Penso que temos muito ainda para aprender com a Europa, pois lá eles acompanham o cenário político e se algo ocorre errado, saem nas ruas para protestar até que tal medida seja tomada. Mas voltando ao nosso solo, as coisas não fluem bem assim. O que cabe a nós e termos o bom censo e reconhecer nossos erros, questionar as suas promessas de campanha, fazer uma avaliação crítica do governo, e não votar mais nestes Senadores que votaram em Renan Calheiros. E entender de uma vez por todas que técnico de Futebol não é Professor. E a seleção que temos que estar preparados para escalar é cobrar aquela que ocupa altos cargos em Brasília, não a Seleção Brasileira de Futebol. Assim estaremos caminhando passos largos à evolução e poderemos sonhar em ser uma nação grandiosa.

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