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Existem várias explicações sobre a criação do mundo, no qual cada indivíduo tira suas próprias conclusões, mas só podemos ter a certeza de uma, a morte. Muitas pessoas têm grande dificuldade para aceitá-la, talvez a sua própria morte seja mais aceitável, mas a dor da perda de outra pessoa se torna dolorida.

Nos relacionamos com seres humanos, pessoas que amamos, que queremos bem, vivemos certo período com esta pessoa e sofremos quando por um algum motivo a perdemos. É normal ficarmos deprimidos pela morte de alguém por um tempo, passando desse período precisamos ter cautela e cuidado para que não se torne um luto patológico.

Existem casos que o luto desencadeia distúrbios psiquiátricos, por ter sido uma situação traumática, por ter uma herança genética e por um conjunto de fatos, que traz algum tipo de transtorno. Pode ser transtorno do pânico, transtorno do humor bipolar, entre outras, mas lembrando que para isso, precisa-se ser mais que um fato, não apenas o processo de luto.

Sabemos que é difícil aceitar que não temos mais aquele ser humano perto de nós, que nunca mais o veremos. Entretanto, precisamos entender que fomos criados para isso, para viver em um meio social, trabalhando, estudando, tendo sonhos, objetivos, planejamentos, derrotas, vitórias e trilhando nosso próprio caminho para depois deixar a vida e partir.

É claro que não é simples assim, pois a dor da perda é enorme e dependendo de cada caso pode demorar anos para cicatrizar a ferida. Temos que analisar o vínculo afetivo que havia entre elas, se eram parentes ou amigos, normalmente a dor é maior de pais para filhos e de filhos para pais, mas depende muito, pois pode haver um afeto maior entre outros relacionamentos.

Por tudo isso, entende-se que o luto faz parte da vida e que precisamos passar por este processo natural. Assim, superando o luto e construindo um vinculo espiritual, dessa forma, quem vivenciou a perda consegue retornar às suas atividades e à sua vida, mantendo um laço com o ser que partiu.