A cada dia que passa novas crianças e adolescentes se envolvem com o crime, sendo que o lugar delas seria na escola e em casa brincando com os amigos. Infelizmente esses jovens vêm normalmente de uma família complicada, com membros do grupo familiar desempregados, com possível violência doméstica, com pais separados e também são consideradas de classe baixa, pessoas mais pobres.

A maioria dos delinquentes são adolescentes entre quinze e dezoito anos de idade, esses são envolvidos com crimes mais pesados, como homicídio, latrocínio, assalto e tráfico de drogas. Pesquisas afirmam que 86% dos infratores são usuários de álcool e droga, e que este é um dos principais motivos da entrada para o crime, sustentar o vício.

O fato de morar em uma favela é um fator de risco, pois o meio social influencia, ter pouca condição financeira também é complicado, imagina se já é difícil para uma criança de classe média ser rejeitada pelos amiguinhos por não ter a mochila da moda, um caderno legal e um tênis bacana, pensa como se sente uma criança que sabe que não pode ter esses bens e que vai ser excluído. Outro aspecto importante é se tornar uma pessoa que pratica um ato ilícito por um problema psicológico, como roubar para sustentar o vício, ou então, por algum transtorno de personalidade.

A falta de orientação protetora e de uma família bem estruturada resulta nestes acontecimentos. Precisamos investir na reabilitação e na prevenção.

Para reabilitar são necessárias medidas educativas, ter um espaço e tempo para estudar, brincar, além de ter uma equipe interdisciplinar de profissionais, como psicólogo, médico, psicopedagogos e assistentes sociais. E para prevenir precisa-se investir na educação, cultura, lazer e saúde, criar creches gratuitas ou com um valor mais baixo do que as creches privadas, mais vagas em escolas públicas, centros de encontros de jovens com atividades, moradia e toda assistência de profissionais.

Afinal, ninguém nasce criminoso, talvez com alguma tendência, mas são o meio, as influências e as vivências que fazem as pessoas se tornarem o que são. É fundamental resgatarmos o espirito de criança e de jovem do delinquente e repensar no modo de reabilitação dessas pessoas, prisão não é o caminho correto, apenas servirá como uma escola para a criminalidade, é o futuro da sociedade que está em jogo.