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Renata Maffei

O mau da sociedade: rótulo de pessoas

As pessoas por uma questão cultural têm o hábito de rotular as outras pessoas, por seus pensamentos, comportamentos e costumes. Mas não pensam nas consequências que esse rótulo traz para o indivíduo.

É comum ouvirmos falar que aquela criança é hiperativa, porém não pensamos em que momento aquela criança está passando, deve-se pensar no desenvolvimento normal do ser humano. Hoje as crianças não têm aquela vida tão ativa como era antigamente, de brincar de pega-pega, esconde-esconde, enfim, brincadeiras que gastasse mais energia, hoje as brincadeiras não são de ruas, mas sim de tecnologia, como o uso de videogame e internet.

Na adolescência, por exemplo, é uma fase de varias mudanças, e a oscilação de humor é normal, entretanto, os pais não entendem e confundem essa mudança de humor com transtorno do humor bipolar. Porém, sabe-se que para se diagnosticar algum transtorno psiquiátrico concreto somente após os dezoito anos de idade, antes desse período pode-se dizer que aquela pessoa tem apenas características de um transtorno, além disso, segundo o DSM IV deve-se ter três ou mais características para diagnosticar um transtorno.

Claro que também não se deve generalizar, pois existem sim pessoas que têm realmente um transtorno como a hiperatividade ou como o transtorno bipolar e que precisam de medicação, mas mesmo assim, essas pessoas não devem ser rotuladas, são pessoas normais, não prejudicando seu caráter ou seu modo de pensar e de ser. As pessoas do senso comum acreditam e tem um olhar critico perante as pessoas com algum tipo de dificuldade, e não falamos apenas em transtornos de ordem psíquica, mas também aquelas que têm problemas físicos são rotuladas como pessoas incapazes, com um limite em suas capacidades.

Deve-se pensar nos prejuízos que essas pessoas têm com essa rotulagem que a sociedade as coloca. É como se colocasse limites para aquele ser humano, você não pode fazer isso porque é bipolar, você tem que ser quietinho, sentar na cadeira e não se mexer, você tem que se comportar.

Cada pessoa deve repensar suas formas de pensar, não julgando e não rotulando, todos têm dificuldades, alguns mais, outros menos, e a nossa cultura e costumes faz com que de uma forma meio que inconsciente tenhamos algumas atitudes erradas. Entretanto, precisam-se mudar esses conceitos aos poucos e mostrar a sociedade um olhar diferente e não só apenas de um senso comum. Além disso, todos precisam de oportunidades e de uma chance de ser vistos com um olhar normal, existe a necessidade de ver o indivíduo e não a doença.