Volto a me basear na vida de caserna, nos tempos de quartel, onde conheci muitos que abominavam receber ordens, mas na primeira oportunidade que pudessem exercer um cargo de comando ficavam com abuso de autoridade. Quem já serviu deve lembrar disso, principalmente os últimos a saírem em cada ano do serviço obrigatório, que, em boa parte, se aproveitavam dos recrutas(dos que estavam ingressando) para tirar proveito e “se vingarem” de outros que os mandaram fazer coisas que não seriam tão certas.

Deixando aquele ótimo tempo de lado, saudades à parte, hoje vejo no meio civil algo meio parecido, em nossas universidades e na vida em geral esta prática persiste, pior, as vezes são ruins de se conviver, pois a melhor autoridade, o melhor posto de comando é aquele que não precisamos dar ordens, apenas pedir, e “a tropa” entende e faz.

As vezes me deparo com pessoas infelizes que tentam dominar tudo ao seu redor, ter o total controle, se irritam fáceis se receber um pedido, uma dica, mas são muito tristes por não conseguirem “dar a conta do recado” e, se sentem humilhadas em ter que pedir certas coisas, ou acabam, pior ainda, colocando defeito em todos os detalhes que outras pessoas tentam fazer, por mais detalhes feitos na execução da tarefa.

Entendo que tem um certo motivo individualista, onde num sistema onde a competição e a riqueza é alvo de boa porte da população, mesmo sem ter certo entendimento que isto é uma grande utopia. Que não será nem o coelhinho da páscoa ou o papai noel que entregará numa destas datas uma casa e um carro novos e R$ 200 milhões na conta corrente simplesmente pelo fato de serdes um sonhador.

Temos que ter sonhos sim, mas palpáveis, como o de alterar nosso pensamento sobre certas áreas do conhecimento, da saúde, da vida em sociedade. Para isso devemos ser mais humildes e tentar entender o que algumas pessoas tentam nos passar, poderia escrever aqui outro livre neste foco, mas são “comprimidos diários”, mas sempre tomados, que regulam mesmo “certas doenças” em nossas vidas.

Sobre o autor Roque JR

Roque JR é graduando em Sociologia e História na UCS, ambos os cursos mais de 50% das disciplinas cursadas. Fotógrafo há quase três décadas. Lançou sua primeira obra literária em 1999. Editor e historiador, já publicou 18 obras literárias. Foi fundador do CASFF, da UFES, do LEO Clube Farroupilha Imigrante, militante em várias áreas em especial no meio estudantil entre 1987-2014. Atualmente dedica-se a Literatura; à Luta antimanicomial, Saúde Mental e Saúde Pública.

Visitar site do autor

Lista de Artigos de Roque JR