Como falam os gaúchos daqui, “me tapo de nojo!” ao ver tantos abusados ao passar um par de pernas, coxas ou seios, não bastando ‘babarem’, fazer comentários muito desagradáveis.

Não quero me gabar sobre isso, até porque para a única que eu deveria argumentar o que fiz, seria a minha esposa Marta Santos: mesmo quando eu era solteiro, e podia, não fazia descaradamente certos absurdos que vejo frequentemente, e por tantos. Pior, vejo tanto casados nesse “saco”.

Mas lembro que não é um privilégios dos ‘machos’, pois tenho muitas lembranças de moças(e mulheres) que fizeram parecido.

Pergunto-me: será que há solução? Há décadas atrás não era tão notória essa prática, hoje onde quer que tu circulasse, seja em qualquer classe social ou de diferentes idades havia menor incidência que há das ‘cantadas’, ou, ao menos ‘piadinhas’ entre os pequenos grupos, que, mesmo de longe, acompanham o transitar de moças, mulheres e, por vezes até adolescentes e comentam discaradamente.

Entendo que possa deixar de ser discreto por parte de tantos e tantas as questões de atrações sexuais, chego a pensar ter alguma relação a maior incidência de abusos e maldades maiores junto às mulheres. Estupros e até outras formas de abusos.

Recordo vídeo passado pela deputada Manuela D´Ávila, quando recentemente esteve em Farroupilha, onde registra algo muito parecido ocorrer nos Estados Unidos, onde um moço ia acompanhando com filmadora escondida e registrava muitas piadinhas de mal gosto, cantadas, que mostra a tendência internacional nesses abusos.

O pior que isso é cultural, e nessa semana dos 140 anos da chegada dos italianos em Farroupilha-RS, lembro esse lado negativo, pois entre tanto que herdamos, e sou descendente de italiano materno e paterno, há certas coisas negativas que, além de não divulgarmos, não fazemos o mínimo para tentar mudar. Ainda não saímos da zona de conforto, o que é uma pena!

Sobre o autor Roque JR

Roque JR é graduando em Sociologia e História na UCS, ambos os cursos mais de 50% das disciplinas cursadas. Fotógrafo há quase três décadas. Lançou sua primeira obra literária em 1999. Editor e historiador, já publicou 18 obras literárias. Foi fundador do CASFF, da UFES, do LEO Clube Farroupilha Imigrante, militante em várias áreas em especial no meio estudantil entre 1987-2014. Atualmente dedica-se a Literatura; à Luta antimanicomial, Saúde Mental e Saúde Pública.

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