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Ao fazer certas coisas, auxiliando uma pessoa, não podemos, nem devemos tê-lo como eterna devedora, que ela deva retribuição pelo fato, ou justificar outras realizações a partir de certas ‘ajudas’, que muitas vezes nem são tão grandiosas para realizarmos.

Pessoas ficam ‘reféns políticas’, por atos que alguns ocupantes de mandatos, ou que outra ora o foram, estes que julgam haver eterna ‘dívida de gratidão’, muitas vezes por tarefas que seus cargos os disponibilizaram.

Não podemos aceitar como forma de justificar o voto por auxílios pessoais. Precisamos entender que solicitar certas ‘coisas’ em troca do voto não é erro apenas do candidato, mas também do eleitor que se submete ao pedido.

Por outro lado não é cabível que alguns enchem o peito para se vangloriar com eterna cobrança por auxílios, que muitas vezes não dispensou quase nada, ou, pior, dispensou dos cofres públicos, então se fosse cobrar, teria que ser uma cobrança para com o Estado de Direito, não com a ‘pessoa que o auxiliou’ que, em determinado momento, ocupou, ou ocupa cargo político ou em outras atividades em esferas municipais, estaduais ou nacionais.

Vale lembrar que os governantes e todos seus assessores devem colaboram, usando o dinheiro público, ao conjunto da sociedade, não ‘comprar votos’, ou ainda dívidas junto à população com seus cargos. A partir do momento que auxilia no particular está completamente fora da legislação. Volto a enfatizar, o eleitor que busca estes auxílios também está errado.

Em um país onde a corrupção é uma atitude que poucos percebem se corromper, precisamos ter o máximo de entendimento e não permitir que, em efeito cascata, ficamos reféns de certos aproveitadores, que são muitos, onde justificam a partir de ‘boas ações’ a necessidade de retorno com o voto.

Poderia aqui ficar tantos exemplos gritantes, mas acredito que tens percepção de muitos destes casos corriqueiros. Mais que isso, perceba que fazendo tua parte, poderemos aos poucos alterar tantos erros imorais que nos rodeiam.

Não fique pensando que tua atitude é em vão, lembre-se do papel do beija-flor na fábula do incêndio da floresta, se não souber, terei o prazer de te informar.

 

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Sobre o autor Roque JR

Roque JR é graduando em Sociologia e História na UCS, ambos os cursos mais de 50% das disciplinas cursadas. Fotógrafo há quase três décadas. Lançou sua primeira obra literária em 1999. Editor e historiador, já publicou 18 obras literárias. Foi fundador do CASFF, da UFES, do LEO Clube Farroupilha Imigrante, militante em várias áreas em especial no meio estudantil entre 1987-2014. Atualmente dedica-se a Literatura; à Luta antimanicomial, Saúde Mental e Saúde Pública.

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