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Na próxima quinta-feira, 06 de outubro, universitárias (os) de psicologia, de outras áreas do conhecimento, profissionais da área da saúde, interessados, acompanharão algumas horas de conversa sobre Saúde Mental, Luta Antimanicomial e Reforma Psiquiátrica.

Continuo muitíssimo orgulhoso e agradecido pelo honroso convite do professor Robert Filipe Dos Passos, que desde o primeiro momento desempenhou-se de forma que estamos produzindo um momento que certamente será inesquecível aos que prestigiarem.

Além de disponibilizar a venda dos três volumes no assunto de minhas obras literárias, compartilharemos experiências que poderá produzir outro foco em próximas leituras, pesquisas e estudos, dos acadêmicos; bem como poderá rever algumas formas de tratamentos por profissionais junto a cidadãos com sofrimentos mentais.

O que mais espero, sinceramente, é poder contribuir a cada um e uma que estiver presente durante minha fala, e que, a partir do tempo que estivermos juntos possam abrir curiosidades de buscarem em inúmeras fontes literárias, que há em abundância, com vários focos no assunto.

Em especial alguns produzidos por quem viveu atrocidades em manicômios, ou atuais “clínicas psiquiátricas”, ou ainda biografias produzidas de pessoas que tiveram tristes fins.

Poderia eu ficar aqui escrevendo dezenas de parágrafos, mas quero, de coração, instigar aos que estiverem na palestra a fazerem suas perguntas e, juntos, amadurecermos sobre este assunto que é polêmico e muitos proprietários dessas “clínicas particulares”, que tratam da psiquiatria, não possuem muito zelo pela humanização da Saúde Mental.

Lembrar, com muita tristeza, que centenas de “doentes mentais” ficaram dez, 20, 30, 50 anos jogados em jaulas, piores que muitos animais de estimação, a alimentação “era jogada”, em muitos casos, como no famoso Hospital Colônia, ficavam nus, morriam de frio, choque elétrico, muitos deles escolhidos aleatoriamente, ou pior, por castigo.

Por outro lado, mostrar a realidade do SUS, que tem, junto aos CAPS desenvolvido trabalho exemplar de forma multidisciplinar e Inter setorial. Não somente aos que possuem algum distúrbio na Saúde Mental, mas também junta às famílias, que também acabam adoentando. E com essa forma de tratamento, são muitas pessoas que voltam a ter uma vida social.

As estatísticas são tristes no assunto, há várias informações, em especial conduzidas pela OMS. Baseada em algumas delas, e com minha longa convivência, levo a crer que 7% da população local esteja com algum sofrimento mental. Em outras palavras, Farroupilha-RS, deve ter cinco mil pessoas nesta faixa na atualidade.

Boa parte sendo tratadas, mas muitas nem foram diagnosticadas.

Sobre o autor Roque JR

Roque JR é graduando em Sociologia e História na UCS, ambos os cursos mais de 50% das disciplinas cursadas. Fotógrafo há quase três décadas. Lançou sua primeira obra literária em 1999. Editor e historiador, já publicou 18 obras literárias. Foi fundador do CASFF, da UFES, do LEO Clube Farroupilha Imigrante, militante em várias áreas em especial no meio estudantil entre 1987-2014. Atualmente dedica-se a Literatura; à Luta antimanicomial, Saúde Mental e Saúde Pública.

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