Entendo como pejorativo esta nomenclatura, com todo respeito a quem lembra de seus entes queridos neste dia (ou em outro), meu maior respeito, até é feriado para facilitar suas vidas.

Defendo em muitas rodas de amigos, quero aqui tornar público que devemos lembrar de nossos amigos e familiares enquanto vivos conheci muitas famílias que nunca deram muita atenção enquanto alguns entes queridos estavam vivos, mas em seu velório, e depois, talvez por remorso, não passam dois meses sem deixar de visitar seus túmulos, ou até levar flores. Outros ainda nunca ganharam em vida roupa tão requintada quanto à que foram para o caixão.

Acredito que poucos de vocês estejam em meu funeral, pois quero viver até meados do próximo século e, com base no supra citado, não quero choradeira em meu velório, se até lá ainda for obrigado o velório, caso contrário dispenso, comprovada meu óbito siga para os finalmentes. Caso contrário, aos poucos que vierem me visitar, quero que distribua aguardente, ou quiçá, outra bebida destilada mais requintada e um banquete.

Quero ser cremado, talvez algum adolescente de hoje esteja vivo até lá e lembre deste meu desejo, mas para garantir, daqui uns 65 anos farei meu testamento. Nele citarei a praça que deverá ser depositada minhas cinzas para qualquer amigo ou familiar possa, ao passear relembrar de minha vida.

E ter a última atividade, adubar as árvores a que serei depositado em minha derradeira estada por este mundo.

A morte é um assunto que sempre gera e gerará polêmica, e mais recentemente também na medicina e outras ciências. Há grande polêmica no DSM-V, que rege os problemas que devem ser tratados, basicamente com medicações, este assunto, outra grande confusão.

Mesmo entre os profissionais de várias áreas, não se resumindo à saúde, divergem em suas opiniões, e mesmo na forma que aplicam certos tratamentos.

A variação no entendimento da intensidade, duração e mesmo outros fatores que interferem o cotidiano de muitos cidadãos, prova mais uma vez que há uma grande medicalização, muitas vezes com um simples olhar de minutos, ou pior, interrogando o paciente se prefere esta ou aquela medicação.

Cá pra nós, um leigo decidir sobre um remédio, que na maioria das vezes não são mencionadas a relação de contraindicações. Outras necessitam de uma lista de medicações para um remediar o efeito de outros, sem contar os remédios para o estômago, pois a química detona com muitos aparelhos digestivos.

Não quero defender aqui o fim dos remédios, mas procurar terapias associadas, que possam auxiliar a ter o menor número de remédios, e o mais importante, que seja feito uma bateria de exames, hoje disponíveis para detectar com exatidão a patologia, se for mesmo uma doença, ou algo que psicoterapia, terapia ocupacional, esportes, música, artes, Literatura resolva.

Sobre o autor Roque JR

Roque JR é graduando em Sociologia e História na UCS, ambos os cursos mais de 50% das disciplinas cursadas. Fotógrafo há quase três décadas. Lançou sua primeira obra literária em 1999. Editor e historiador, já publicou 18 obras literárias. Foi fundador do CASFF, da UFES, do LEO Clube Farroupilha Imigrante, militante em várias áreas em especial no meio estudantil entre 1987-2014. Atualmente dedica-se a Literatura; à Luta antimanicomial, Saúde Mental e Saúde Pública.

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