Para muitas pessoas a escrita é apenas mais uma tarefa, não é necessariamente “um dom”, poder de inspiração, “iluminado”; talvez outros até tenham virtudes maiores; em ambos os casos o que mais ocorre é o exercício da escrita e, principalmente, de leitura.

Diariamente acompanhamos matérias jornalísticas, poucas vezes paramos para pensar nas pessoas que escrevem, pesquisas os textos que lemos, mas achamos muito interessante. Entre os universitários também ocorre grande produção de textos, professores em geral, criam muitos artigos acadêmicos, entre estes há centenas em cada universidade que diariamente estão escrevendo.

Outras vezes lemos muitos livros de determinados autores e nem nos perguntamos de que forma estes “mestres da escrita” transcrevem romances, poesias, não ficção, entre outros. Muitos desses a primeira obra que publicou se transformou em campeão de vendas mundo afora. Entre tantos escritores, famosos ou não, há os que tinham como meta “escrever um livro” desde infância, entre eles muitos acabaram ingressando na Literatura com 40, 50 ou mais idade.

O que temos que ter como princípio é que o momento que iniciamos a escrever “pra valer” começa também a se desenvolver em nosso ser um aperfeiçoamento automático e crescente de nossas obras. Acabamos tendo um novo olhar para muitos livros que já lemos, temos uma forma diferenciada de anotar certas coisas que passavam despercebidas em nosso cotidiano, de forma gradativa classificamos o que podemos passar de melhor a nossos leitores.

Hoje a interação, tão em voga, não poderia ficar de fora da produção literária, estarmos atentos ao mercado literário e mesmo aos que nos leem, fortalece um amadurecimento cada vez mais eficaz em nossa escrita.

Poderia aqui escrever outro livro neste assunto, mas quero finalizar enfatizando que toda pessoa pode escrever livros, poesias, crônicas, e ao iniciar, perceberá que é mais fácil que pode parecer. Que vai avançar em detalhes que desacreditava conseguir transcrever a tela do computador.

É comum ouvir que a transpiração é maior que a inspiração em muitas práticas, na escrita não seria diferente, acrescento o exercício diário da leitura e, se possível, também diariamente nas anotações, transcrevendo ao máximo.

Sobre o autor Roque JR

Roque JR é graduando em Sociologia e História na UCS, ambos os cursos mais de 50% das disciplinas cursadas. Fotógrafo há quase três décadas. Lançou sua primeira obra literária em 1999. Editor e historiador, já publicou 18 obras literárias. Foi fundador do CASFF, da UFES, do LEO Clube Farroupilha Imigrante, militante em várias áreas em especial no meio estudantil entre 1987-2014. Atualmente dedica-se a Literatura; à Luta antimanicomial, Saúde Mental e Saúde Pública.

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