Estive participando, entre 18 e 20 de maio, na Universidade Federal de Rio Grande, do XXXI Encontro Estadual de Geografia, com o questionamento: “O professor, o bacharel e o estudante: diferentes ações, as mesmas geografias?”. Dois diálogos nortearam o congresso: “O lugar da formação profissional na produção geográfica brasileira” e “Tecendo o ensino da Geografia no século XXI”. Cerca de 300 participantes estiveram circulando o campus da FURG nesses três dias.

Os cursos de Geografia têm por objetivo formar profissionais capacitados a desenvolver atividades de ensino, pesquisa e extensão. Para isso, é necessário que saiba integrar teoria e prática, através das atividades de caráter pedagógico, técnico e de pesquisa.

O licenciado em Geografia poderá atuar como professor de Geografia, que envolve além da regência de classe, atividades como a elaboração de projetos de ensino, a preparação, o acompanhamento e a avaliação de atividades extra-classe.

O bacharel em Geografia poderá atuar como geógrafo, pesquisador ou profissional liberal, com campo de ação que envolve, entre outras atividades, as de reconhecimento, levantamento e mapeamento sócio-ambiental, tendo em vista estudos de pesquisas, até orientar nos planos diretores das prefeituras.

Julga-se que a Geografia não é mais do que uma disciplina escolar cuja função seria fornecer elementos de uma descrição do mundo e decorar um monte de coisas sobre a Terra. Mas Geografia é ciência, faz ciência! Leva a construção na cidadania. Discute o planejamento territorial. Não é uma disciplina estática, mas dinâmica.

Enfim, a Geografia todos nós fazemos. Desde uma simples pergunta: para onde eu vou? E assim vai... Tudo o que nos rodeia faz parte da Geografia.