Ao mesmo tempo que nos encontramos maravilhados com os benefícios do avanço tecnológico, nos lamentamos com a capacidade destrutiva do ser humano. A paranóia que nos atinge no ir e vir, o medo de sermos atingidos em nossa individualidade, em nosso corpo e as conseqüências dessa lesão em nossos entes queridos, mais todas as preocupações, vai gerar uma apreensão, tornando–se uma carga de stress.

Com isso, surge a irritabilidade fácil, sem motivo aparente, agressividade dirigida, atos compulsivos,elevação da pressão arterial, problemas estomacais, problemas cardíacos, problemas dermatológicos, ansiedade, depressão, insegurança, sensação de "estar doente" e problemas interpessoais.

Não há como nos blindar das más notícias e de medos, na forma como se apresentam as situações. Mas como stress é ausência de prazer o volume grande de notícias e decepções externas traz desprazer, temos de buscar a saída saudável para essa decorrência, buscando o nosso mundo íntimo – a família – o prazer devido. O toque físico, a fala, o ouvir colaboram em muito para minimizar o efeito do stress que se organiza vindo da dinâmica do externo.

A proximidade do contato afetivo e o poder compartilhar a angústia, torna o meio familiar, hoje, um recurso para o sujeito humano voltar a ter o senso de pertencer a um mundo que, embora adoeça “lá fora”, pode se tornar saudável na medida em eu seja cuidado o “aqui dentro”.

Adaptação do artigo do psicanalista. Ivan Rodrigo Capelatto