altSejam quais forem as razões a necessidade de entrar em contato com falantes de outro idioma é muito antiga. Paralelamente a estas aquisições em meio natural, alguns povos se preocuparam em aprender e ensinar, de forma sistemática, algumas línguas estrangeiras.

Quando os alunos estão na fase de alfabetização na Língua portuguesa, com o começo da absorção de toda uma codificação complexa de uma língua que passará a orientar a sua vida. Aí chega uma outra codificação, a Língua italiana, que nem estranha será porque está associada a fala de avós, bisavós.... Resultado: passarão por uma grande confusão e frustração.

As pesquisas indicam que estamos decadentes no nosso idioma oficial, mostradas nas redações de vestibulares, nas questões de compreensão e interpretação de texto, no uso das regras gramaticais, com erros gráficos gritantes. Por que as pessoas escrevem (e falam) cada vez mais errado no Brasil? Você sente arrepios quando alguém diz "pode vim", em vez de "pode vir"? "Seje", em vez de "seja"? Qual foi o mais recente assassinato à língua portuguesa que você ouviu por aí?

Então por que insistem em impingir o estrangeiro aos nossos pequenos?

Para essas crianças o italiano não vai desenvolver raciocínio lógico, porque estão se alfabetizando na Língua Portuguesa. O Italiano será apenas um complicador para eles: Pouca diferença eles vão ver na palavra “gatto“ para a palavra gato; na palavra “papà” para papai, na palavra “vacca” para vaca. Sem falar naqueles professores que passarão para palavras que possuem sons completamente diferentes: “luce, cielo, figlio”.

Diversos elementos se conjugam a fim de dar conta da aprendizagem de uma língua estrangeira, mas considera-se que o “estar motivado para aprender”, constitua a melhor forma de aprendizado, independente da metodologia a ser utilizada. Acredita-se que para manter a motivação pela língua estrangeira em estudo, o aluno precisa se engajar no processo, tem de “aprender a aprender” e ser capaz de assumir uma parte de responsabilidade por sua aprendizagem.

Convenhamos: Os alunos estarão engajados no processo ou serão meros repetidores?