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Um dos pré-requisitos básicos da democracia é a existência de um poder legislativo forte e realmente independente. Sem isso, a democracia é deficiente, capenga.

Estamos em época de eleições municipais, para executivo (prefeito) e legislativo (vereador). Para Farroupilha, são 15 vagas disponíveis, e concorrem cerca de 130 candidatos.

Infelizmente, devido à realidade de pobreza da maioria dos nossos municípios, ainda se pensa na troca de favores ou na compra de votos, pois muitos eleitores não têm educação política e são manipulados. Candidato que tem ficha limpa não toma essas atitudes. E, povo que sabe que votar é decidir pelo futuro do município, não se leva com essa enganação.

Entre as funções de um vereador, estão a elaboração das leis, e a fiscalização para ter certeza de que elas estão sendo cumpridas. Além disso, um vereador deve fiscalizar a atuação do prefeito e os gastos da administração municipal em obras e serviços. Vereador consciente contribui efetivamente para o desenvolvimento humano do seu município, ajudando o povo a pensar e se organizar.

A função do vereador nos dias atuais se reveste de grande importância, e a tendência, ao que parece, é que tal se avolume, por uma razão muito simples: à vista do próprio aumento das tarefas pertencentes ao município. A cada dia que passa vem ocorrendo a descentralização das tarefas do Estado brasileiro e tais atividades estão passando, aos poucos, para a esfera municipal.

Vereador deve ser independente, atuante, polêmico, e deve sempre ter a coragem de concordar com o que considerar certo e discordar do que considerar que esteja errado. Deve agir com conhecimento e desarmado de ódios ou rancores. A população deve observar na escolha dos seus representantes. Depois, precisa frequentar as reuniões dos legislativos municipais, para saber como estão se comportando os “representantes do povo”.

Precisamos de vereadores atuantes, dispostos a romperem com os costumes persistentes de subserviência e vício. O vereador deve agir sem apego a benefícios pecuniários. Ele deve usar, com disposição, a prerrogativa de denunciar possíveis fraudes envolvendo dinheiro público, sobretudo pela tendência descentralizadora existente.

Em tempo: Voto é um direito conquistado. Ficha limpa também é eleitor de cara nova!