A palavra mobilização, quando entra pelos nossos ouvidos, logo faz surgir da memória aqueles episódios de manifestações públicas, com uma multidão nas ruas, portando faixas e bandeiras, cantando hinos e gritando palavras de ordem.

Mobilização é evento, mas também é processo. Muitas pessoas conscientes e com vontade de fazer alguma coisa não arregaçamas mangas ou desistem de participar porque se sentem meio isoladas, falando sozinhas. Saber que outras pessoas estão querendo o mesmo que nós, experimentando os mesmos sucessos e fracassos, dá mais segurança para tomar uma iniciativa e motivação para continuar participando.

Os eventos e as manifestações públicas têm um papel muito importante para criar esse sentimento de que todos estamos no mesmo barco. E, além disso, essas reuniões entre as pessoas servem também para celebrar conquistas e trocar informações. Mobilização é quantidade, mas também é qualidade. Juntar muita gente é fundamental para gerar mudanças sociais.

Um dos papéis da mobilização é fazer muita gente participar. Mas ao mesmo tempo, devemos considerar que “fazer parte” não é o mesmo que “tomar parte”. E que “ser parte”, por sua vez, representa um tipo de envolvimento ainda mais profundo. “Fazemos parte do município de Farroupilha, mas não tomamos parte nas decisões importantes”.

Assim, a prova de fogo da mobilização não é só quantas pessoas participam, mas também como elas estão envolvidas. Às vezes um grupo pequeno, mas com pessoas altamente comprometidas, é muito mais eficiente do que outro com centenas de desinteressados.

Mobilização é reivindicação, mas também é projeto de futuro. E, por isso, é fundamental que além das metas de curto prazo, todo processo de mobilização seja pautado também pelo alcance de objetivos de longo prazo e pela construção de um projeto de futuro.

A mobilização é um processo educativo que promove a participação de muitas e diferentes pessoas em torno de um propósito comum.