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Somos nós, professores de línguas estrangeiras também responsáveis pelo processo que prepara o aluno a interagir com competências e habilidades, num sistema de globalização. A língua deve ser tratada como algo vivo, e o método para ensiná-lo deve ser tão elástico e adaptável quanto a vida. Portanto, ela não deve ser um fim em si, mas um caminho para a comunicação. O objetivo maior de aprender uma língua estrangeira é descobrir um universo infindável de novas culturas.

Faz alguns anos que a Prefeitura Municipal de Farroupilha selou um acordo com a Acirs – Associação Beneficente e de Assistência Educacional do RS - para a formação de professores de Língua e Cultura Italiana. Posteriormente, implantou nas séries iniciais do Ensino Fundamental a Língua Italiana.

A partir de 2013 depara-se com a semi-exclusão da Língua Italiana nas escolas, pois o seu ensino fica como opcional. Ao invés de abolir, por que não foi repensado o modelo ora implantado? Discutir com a comunidade escolar, professores, pais? Rever o convênio? O ensino é de competência da SMEC.

Verifica-se que o poder público está preparando o chamado Encontro das Tradições Italianas – Entrai -, em agosto, na comunidade de Nova Milano, berço da imigração italiana no RS. Ouve-se que o Encontro terá uma maior magnitude dos outros anos, pois “querem resgatar” a identificação do município de Farroupilha com o título de “berço”. O Entrai é de competência da SMDET.

Isso, sem falar do gemellaggio, que está complicado o convênio com a municipalidade de Latina (Itália).

A propósito: Para onde estamos indo com essas atitudes? Uma pessoa pouco esclarecida poderia não dar importância para isso; mas quem exerce o poder, de poder fazer projetos de cultura, educação, turismo - visto que sempre fomos carentes deles -, fica na obrigação de explicar porque essas contrariedades.

E para piorar, tem vereadores querendo criar leis para obrigar o uso do slogan “Berço da Imigração Italiana no Rio Grande do Sul” em documentos oficiais e produtos feitos em Farroupilha. Caramba... Qual é mesmo a identidade do município?

“Toda a explicação pressupõe o conhecimento do inexplicável, ou seja, do que seria mais interessante explicar” (Vergílio Ferreira).