A Prefeitura do Município, através da Secretaria Municipal de Educação, promove nos dias 01 e 02 de agosto de 2013, nos últimos dois dias de recesso escolar, o Fórum Municipal “Farroupilha Inclusiva”, a fim de discutir a inclusão escolar, à luz de intelectuais contratados pelo poder público.

Uma série de minicursos estão sendo oferecidos, bem como palestras, para continuar o debate acerca do assunto. Se o fórum ocorre, é porque o poder público acha que os professores não estão bem preparados para receber as inclusões. Até pode ser, mas não podemos esquecer que existe a carência de preparação para tratar dos especiais e que as escolas públicas estão aquém das condições adequadas de acessibilidade e apoio técnico para o professor, conforme estabelece a legislação.

Falar sobre inclusão é muito fácil! Fazer mega-eventos resolve? O difícil é encarar que a prática é diferente da teoria.

Falar sobre o processo de inclusão e a necessária existência de várias instâncias de serviços de apoio para que o mesmo se concretize, demanda discutir criticamente os múltiplos aspectos sobre educação, ou seja, a concepção dos professores sobre o processo de ensinar e o processo de aprender.

É preciso deixar claro que antes de qualquer coisa, aceitar e valorizar a diversidade é o primeiro passo para fazer parte de um processo inclusivo, e de criação de uma escola de qualidade para todos. Se não há este item importante, todo o trabalho se perde nas posturas rígidas e engessadas de professores, escolas ou mantenedores.

Assim, Farroupilha será inclusiva quando conseguir transformar não apenas a rede física, mas, a postura, as atitudes e as mentalidades de todos os envolvidos para aprender a lidar com o heterogêneo e conviver naturalmente com as diferenças.

Paulo Freire disse: “É fundamental diminuir a distância entre o que se diz e o que se faz, de tal forma que, num dado momento, a tua fala seja a tua prática.”