É certo que existe uma lei orientadora para a denominação das ruas no município de Farroupilha, mas com teor desconhecido pela população. Essa é uma prática de caráter “sigiloso” e que os munícipes nem tem o poder de compreender os trâmites que ocorrem nos bastidores da Câmara Municipal.

Ao longo desses anos, os senhores vereadores e senhoras vereadoras nem tem dado explicação sobre o porque dessa necessidade de fazê-lo, deixando de lado muitas outras discussões que envolvem o nosso município.

Parece que a denominação das ruas é um “segredo de Estado” e deve ser às portas fechadas. Por quê? Simplesmente existem forças obscuras que tocam os legisladores para chegar a efetivar os projetos. Pode-se pensar: Certa pessoa importante recém morreu e já estão pensando qual homenagem fazer... Logicamente que a denominação de ruas é uma forma corporativista e seguem critérios de que a pessoa tenha se “destacado” em sua vida no município.

O que se pode observar é que o João da comunidade não vai se enquadrar nisso. Os critérios excluem gente de periferia porque sempre foi simples, operária não se destacou na sociedade. Pelos nomes que ultimamente entraram na lista de logradouros, não se vê o João do bairro, mas somente pessoas com certa linhagem genealógica que foram de status na sociedade farroupilhense.

É certo que muitos nomes são merecedores de homenagens, mas outros, convenhamos, só para “parecer na figura”, porque pouco fizeram para ter a dita referência. Assim os vereadores andam a passos largos achando que estão fazendo um grande mérito em homenagear ilustres nas placas das ruas. A questão é que os partidos propõem os nomes como se fosse uma batalha para agradar o rei. Mas que rei? Traduz-se aqui, o compromisso que foi selado com tal e tal família.

E o João da comunidade é esquecido, porque é papeleiro, matrizeiro; ou a Maria, que é diarista, auxiliar de cozinha; e tantos outros personagens que construíram e constroem Farroupilha. Mas não é do meio da elite. Eis a questão!

Se perguntassem aos cidadãos que moram na rua “X” ou “Y”, com certeza, não saberiam o significado do “X” e do “Y”, mais uma prova que os legisladores fazem ações que refletem apenas nos seus interesses e não da população.

Quem sabe a preocupação de fazer isso seja colocando em segundo plano. Mas não ocorre, porque o povo já votou “neles” e agora, virou de práxis homenagear alguém... Afinal, como foi disto, fica “bem na figura”.