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Waldir Roque Maffei

Aprovação x reprovação escolar

A escola é um dos lugares sociais em que ocorre a apropriação de saberes construídos, sistematizados e acumulados pela humanidade. A presença de alunos no ambiente escolar, pressupõe que eles desenvolvam suas capacidades intelectuais, que aprendam a se socializar e que se tornem sujeitos autônomos e críticos.

Quando frequenta a escola, no percurso de um ano letivo, cada aluno é inserido no processo de ensino e aprendizagem, a partir de um conjunto de objetivos e atividades pedagógicas que são avaliadas na dinâmica da sala de aula. Ao participar deste processo, ao final do ano, ele pode ser aprovado ou reprovado.

Mas tem algo anormal acontecendo que se observa em algumas escolas. De um lado, equipes diretivas ou mantenedores fazendo pressão aos professores; mais um universo de alunos sem interesse pelos estudos e, por outro, professores que aderem a essa pressão, fazendo “corpo mole” com o fazer pedagógico. Percebe-se que os alunos que possuem empenho com os estudos rotulados de “CDFs ou “Nerds”. Não é anormal?

Resultado disso, é um ensino que tem aprovado alunos sem o mínimo de habilidades e competências, num quadro, onde muitos deles, não tiveram o envolvimento com o estudo.

Por que tudo isso? Juntando os pontos, chega-se na ideia que é para “ficar bem na figura”, para ter pomposas taxas de aprovação, indicadores em destaque; “empurrando” jovens para as séries seguintes sem levar em conta o que realmente foi feito! Ao terminar o ano letivo, obrigatoriamente, muitos são aprovados, onde estarão estudando um conteúdo mais avançado, sem ter aprendido o conteúdo básico.

Não se está aqui fazendo defesa de que se deva reprovar, mas aprovar sim, sempre que os quesitos básicos forem cumpridos. Se a educação está mal (familiar) e o ensino (escola) também, precisa-se cada vez mais de atuação dos pais, alunos, educandários, professores, gestores escolares e mantenedores, a fim de que a verdadeira qualidade educacional/escolar melhore. Entretanto, se os alicerces estão apoiados num pântano, o que resta a fazer? Fazer vista grossas? Esperar que o ciclo se repita? Agir? Cobrar?

Os alunos sabem dominar as tecnologias dos eletrônicos, mas não sabem dominar a “tecnologia” do cérebro. Ler, escrever, calcular, interpretar e outras competências, ficam para trás.

Henry Ford disse: Pensar é o trabalho mais difícil que existe. Talvez por isso tão poucos se dediquem a ele.