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Dia 20 de novembro é o Dia da Consciência Negra, um momento de conscientização e reflexão sobre a importância da cultura e do povo africano na formação da cultura nacional.

A escolha da data foi em homenagem a Zumbi, o último líder do Quilombo dos Palmares, em consequência de sua morte. O dia da consciência negra surgiu para lembrar o quanto os negros sofreram, desde a colonização do Brasil, suas lutas, suas conquistas. Mas também serve para homenagear àqueles que lutaram pelos direitos da raça e seus principais feitos. Na data são realizados congressos e reuniões discutindo-se a história de preconceito racial que sofreram, a inferioridade da classe no meio social, as dificuldades encontradas no mercado de trabalho, a marginalização e discriminação, tratando-se também de temas como beleza negra, moda, conquistas, etc.

Em Farroupilha, a Casa de Cultura promove uma programação especial:

 

15h30 às 17h: Bate-Papo Cultural com o artista, músico, compositor, produtor musical, negro Cardo Peixoto, sobre IMPRESSÕES NEGRAS NA MÚSICA BRASILEIRA. Ele vai abordar como identificar, respeitar e valorizar a influência africana em nossa música, analisando aspectos históricos, sociais, artísticos e econômicos;

 

19h às 19h40min – Apresentação do Grupo de Capoeristas do Contraturno do 1º Maio;

  

20h às 21h – Apresentação do Grupo Musical Vento de Aruanda que se dedica a reviver o folclore dos Afro-Descendentes que num momento de muito axé.

 

A influência do negro, apesar de não ser aceita em muitas regiões, foi automaticamente se implantando e sendo incorporada ao dia-dia da nação, contribuindo principalmente nos setores:

Religião: candomblé e o batuque usam para adorar seus orixás as expressões corporais, a dança, os tambores, batucada, atabaques, adornos, sacrifícios de animais ao som de cânticos;

Dança: A Capoeira que durante a escravidão era utilizada como forma defensiva, já que não tinham acesso a armas;

Culinária: acrescentou aos costumes indígenas e aos produtos naturais da terra o leite de coco, óleo de palmeira, azeite de dendê, a pimenta e até a feijoada feita a partir dos restos do boi ou do porco.

Nas fazendas brasileiras, apesar da maioria executar o trabalho braçal nas lavouras, sendo os únicos trabalhadores a movimentar toda a economia, alguns deles executavam trabalhos domésticos, serviam como reprodutores e até amas de leite. As mulheres raramente se casavam com coronéis, e acabavam influenciando nas decisões políticas dos vilarejos.

Os quilombos na sua maioria eram auto-suficientes, produzindo a agricultura de subsistência, tecidos, utensílios de barro, remédios naturais (a maioria desses conhecimentos trouxeram da sua terra natal).

Segundo o IBGE, os negros eram a maioria da população brasileira em 2014, representando 53,6% da população, e estima-se que tenha aumentado. O Brasil é um dos países de maior população negra fora do continente africano.

Fotos: Divulgação | Fonte: Assessoria de Imprensa e Comunicação Social da Prefeitura de Farroupilha