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Os professores de arte do município organizaram, através das formações mensais coordenadas pela professora Ma. Lucila Guedes e apoiados pela Secretaria de Educação, uma experiência cultural como parte dos estudos de formação. Devido a riqueza histórica e artística da região, o local escolhido foi Minas Gerais.

Cada professor custeou sua viagem, que ocorreu entre os dias 02 e 05 de novembro, aproveitando o feriadão para ampliar os conhecimentos e qualificar a formação mesmo em seus dias de descanso. O roteiro contou com visitas a Ouro Preto, Congonhas do Campo, Inhotim, Belo Horizonte e Sete Lagoas, lugares estes que possibilitam o encontro com a arte, história e antropologia.

Na cidade de Ouro Preto, a arquitetura do Museu da Inconfidência e das diferentes igrejas de estilo Barroco configuraram o reconhecimento da história do Brasil, como a Igreja de São Francisco de Assis com obras dos mestres Aleijadinho e Manoel da Costa Ataíde. Além desses espaços, conheceram a Mina de Maquine.  Ali, os professores foram convidados a reviver a história da exploração do ouro adentrando cerca de 400 metros em túneis escavados antigamente pelos escravos.

Em Congonhas, o ponto alto da visita foi o conjunto de esculturas dos doze profetas feitos por Aleijadinho, a céu aberto, na Igreja Bom Jesus do Matosinho. O acervo conta ainda com 64 esculturas de madeira natural, distribuídas em grupos de seis capelas que formam a Via Crucis. Na Lagoa da Pampulha o novo tem seu discurso e aponta para reflexões científicas a partir do projeto de Oscar Niemayer.

Em Inhotim a arte contemporânea provocou pensamentos acerca das problemáticas da ética, da política, de gênero, da humanização e das questões ambientais que a  sociedade enfrenta, nas diferentes culturas e materializadas pela hibridação das linguagens. O grupo percorreu galerias dispostas no museu emoldurado pela natureza, com mais de 20 quilômetros de extensão com obras de artistas renomados como Cíldo Meireles, Adriana Varejão, Hélio Oiticica entre outros.

Por fim, na Gruta Rei do Mato em Sete Lagoas, o grupo visualizou o fenômeno da natureza que aconteceram nas rochas, formando esculturas naturais e jogando com o olhar e imaginário do grupo, descendo a mais de 30 metros de profundidade uma beleza indescritível propiciada pela natureza na sua forma natural em formação ao longo de milhões de anos.

Foram dias intensos e de muita aprendizagem, favorecendo também a integração do grupo. Ao avaliar tal experiência o grupo diz sentir-se qualificado, cujos conhecimentos foram ampliados e refinados. Para o ano 2018 já planejam outras expedições culturais como Bienais do Mercosul de São Paulo e para 2019 a visita ao Museu do Louvre. Nessa perspectiva, o investimento na gestão cultural do professor qualifica a formação do sensível, promovendo uma educação de qualidade e novas performances dos estudantes e dos docentes como leitores de Arte.

Fotos: Divulgação