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Com o objetivo de orientar sobre a prevenção, sobre a busca de testes nas Unidades Básicas de Saúde e sensibilizar para evitar a disseminação da doença, a Secretaria Municipal de Saúde e a Associação Farroupilhense Pró-Saúde realizam nesta sexta-feira, dia 27, a partir das 8h, uma ação em referência ao Dia Mundial de Combate a Sífilis.

Durante a atividade, que vai ocorrer na Praça Matriz e também nos postos de saúde da cidade, serão distribuídos preservativos, realizados testes rápidos e prestadas orientações sobre a importância das medidas preventivas e da realização dos testes. A atividade será acompanhada por enfermeiros e técnicos em enfermagem e terá a participação do Samu e da ONG Construindo Igualdade, de Caxias do Sul.

 

O que é Sífilis?

A Sífilis, também conhecida como cancro duro, é uma doença sexualmente transmissível (DST) causada pela bactéria Treponema pallidum. A sífilis é um mal silencioso e requer cuidados. Após a infecção inicial, a bactéria pode permanecer no corpo da pessoa por décadas para só depois manifestar-se novamente.

A sífilis entra no corpo por meio de pequenos cortes presentes na pele ou por membranas mucosas. Ela só é contagiosa nos estágios primário e secundário e, às vezes, durante o início do período latente. Raramente, a doença pode ser transmitida pelo beijo, mas também pode ser congênita, sendo passada de mãe para filho durante a gravidez ou parto.

Uma vez curada, a sífilis não pode reaparecer – a não ser que a pessoa seja reinfectada por alguém que esteja contaminado.

A sífilis desenvolve-se em diferentes estágios, e os sintomas variam conforme a doença evolui. No entanto, as fases podem se sobrepor umas às outras. Os sintomas, portanto, podem seguir ou não uma ordem determinada. Geralmente, a doença evolui pelos seguintes estágios: primário, secundário, latente e terciário.

Estágios da Sífilis

Primário
A sífilis primária é o primeiro estágio. Cerca de duas a três semanas após o contágio, formam-se feridas indolores (cancros) no local da infecção. Não é possível observar as feridas ou qualquer sintoma, principalmente se as feridas estiverem situadas no reto ou no colo do útero. As feridas desaparecem em cerca de quatro a seis semanas depois, mesmo sem tratamento. A bactéria torna-se dormente (inativa) no organismo nesse estágio.

Secundário
A sífilis secundária acontece cerca de duas a oito semanas após as primeiras feridas se formarem. Aproximadamente 33% daqueles que não trataram a sífilis primária desenvolvem o segundo estágio. Aqui, o paciente pode apresentar dores musculares, febre, dor de garganta e dificuldade para deglutir. Esses sintomas geralmente somem sem tratamento e, mais uma vez, a bactéria fica inativa no organismo. Além desses sintomas, a sífilis secundária pode se manifestar por uma vermelhidão na pele (exantema), pela presenças de íngua (gânglios) nas axilas, na região inguinal, entre outras e pelo aumento do fígado e do baço.

Latente
O período latente correspondente ao estágio inativo da sífilis, em que não há sintomas. Esse estágio pode perdurar por anos sem que a pessoa sinta nada. A doença pode nunca mais se manifestar no organismo, mas pode ser que ela se desenvolva para o próximo estágio, o terciário – e mais grave de todos.

Terciária
Em torno de 15% das pessoas com sífilis sem tratamento avança para o estágio terciário. Isso pode acontecer dentro de alguns anos e até tão tardiamente quanto 20 anos ou mais depois da infecção. Na sífilis terciária a doença pode danificar os órgãos do organismo, incluindo o cérebro, nervos, olhos, coração, vasos sanguíneos, fígado, ossos e articulações. Esses danos podem ocasionar problemas nos nervos, paralisia, cegueira, demência, e outros problemas de saúde. Algumas pessoas podem até morrer. A pessoa só chega à sífilis terciária se não receber tratamento anteriormente.

Sífilis congênita
A sífilis pode, ainda, ser congênita. Nela, a mãe infectada transmite a doença para o bebê, seja durante a gravidez, por meio da placenta, seja na hora do parto. A maioria dos bebês que nasce infectado não apresenta nenhum sintoma da doença. No entanto, alguns podem apresentar rachaduras nas palmas das mãos e nas solas dos pés. Mais tarde, a criança pode desenvolver sintomas mais graves, como surdez e deformidades nos dentes.