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Com uma simples mudança de atitude, o tempo de espera por consultas e exames médicos no Sistema Único de Saúde (SUS) em Farroupilha seria reduzido. “Avisar com antecedência que não vai comparecer ao atendimento agendado, traria economia ao município e daria lugar a outra pessoa que precisa”, explica a Secretária de Saúde, Rosane da Rosa.

 

 

A preocupação com o assunto é antiga, mas foi reforçada a partir da análise dos relatórios mensais gerados pela Prefeitura. Eles revelam que, em 2017, cerca de 10% dos usuários não comparecem às consultas marcadas e 7% aos exames laboratoriais agendados. O número é ainda maior no caso de ultrassonografias, mamografias, radiografias, entre outros, onde o índice de faltas chega a 17%.  Confira todos os dados abaixo:

 

Na tentativa de minimizar o problema, a equipe da Secretaria de Saúde faz contato com os pacientes diariamente, como conta a servidora Patrícia Balbinot, do Setor de Regulação. “A gente faz uma primeira ligação para o paciente para confirmar as consultas e os procedimentos. Se ele disse que vai, entramos em contato com o hospital ou unidade de saúde em que ele vai ser atendido, passa todos os dados, e também agendamos o transporte até o local. Tem exames que custam em média de R$ 350 e mesmo assim, chega na hora, as pessoas não aparecem”, lamenta.

A fim de não prejudicar aqueles que estão na fila de espera, o poder público estuda uma medida para impedir que os faltantes voltem a acessar o serviço dentro de um período, como já acontece em Caxias do Sul e em Porto Alegre. “Nas consultas básicas nas UBSs de Farroupilha, se a pessoa agendou e não foi, ela só vai poder marcar depois de quinze dias. Estamos estudando um prazo adequado para fazer isso também com as consultas especializadas e com os exames, para chamar atenção e fazer com que a pessoa dê valor, se responsabilize. Afinal, toda a estrutura está sendo disponibilizada, incluindo exames custosos, médicos, anestesistas, enfermeiro, técnicos, medicamentos e o transporte. Isso é injusto com outros que estão esperando por uma consulta para iniciar um tratamento, por exemplo”, explica a Secretária.

Mesmo com o descaso dessa parcela dos usuários do SUS no município, a Secretaria de Saúde deve implantar em breve um sistema de envio de SMS para lembrar os pacientes do compromisso. Porém, Rosane volta a enfatizar que o problema poderia ser resolvido com o cancelamento com antecedência mínima de 48 horas. “A Associação Pró-Saúde já solicita que a pessoa avise e explique o motivo do cancelamento pelo menos dois dias antes. A mesma recomendação é feita para os demais casos. É só ligar na UBS de origem, ou seja, aquela que o paciente recebeu os encaminhamentos, e avisar”. No município, o número de faltantes foi maior na Unidade Básica de Saúde do bairro São José. 

 

Além de conscientizar a população sobre este assunto, a Prefeitura também busca zerar as filas de espera contratando serviços em clínicas particulares e em hospitais de outras cidades. “Em 2017, nós tínhamos demanda reprimidas em alguns exames, como ressonâncias, tomografias, eco dopple e eletrocardiogramas. Então, a gente fez um apanhado de recursos, juntamos mais de R$ 300 mil e fizemos novos credenciamentos. Hoje trabalhamos com o CIDI em Farroupilha, Hospital São Pedro em Garibaldi e o Hospital Pompeia em Caxias para dar vasão a demanda. Mesmo assim tem gente que falta”, finaliza.

 

SAIBA MAIS

 

 

Unidade Básica de Saúde 1º de Maio foi a que mais realizou atendimentos em 2017
 
Número de faltantes foi maior na Unidade Básica de Saúde do bairro São José
 
Caisme foi a unidade de saúde que mais realizou consultas especializadas no ano passado, mas também onde mais houve faltas

 

Fotos: Adroir da Silva | Fonte: Assessoria de Imprensa e Comunicação Social da Prefeitura de Farroupilha

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