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Apurar as dificuldades do sistema de saúde, levantar as necessidades da população, otimizar recursos e capacitar os profissionais da rede para uma atuação resolutiva estão entre os principais objetivos da Secretaria Municipal de Saúde neste primeiro semestre de 2018. Para isso, há cerca de 20 dias, a liberação dos exames laboratoriais nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) passou a ser controlada de maneira informatizada. “Assim, a gente conseguiu apurar quais eram os mais solicitados pelos médicos, as demandas reprimidas, o tempo entre o pedido do profissional e autorização do exame, quem estava na fila de espera e ainda, identificar que precisávamos de mais recursos para essa área”, explica a Secretária da pasta, Rosane da Rosa.

Com o diagnóstico, os valores pagos aos laboratórios conveniados, que eram de R$ 30 mil mensais, aumentaram para R$ 40 mil. As autorizações dos exames laboratoriais (Hemograma, plaquetas, glicose, colesterol, urina, creatinina, albumina, fósforo, cálcio, sódio, potássio, entre outros), também começaram a ser feitas em três datas por mês (dias 1º, 11 e 21), evitando que o paciente precise se deslocar ao posto sem necessidade. “Assim que o médico solicita, a UBS vai verificar se há cota. Se tiver, já é autorizado na hora e se não, entra na fila de espera. Nessa fase de mudança, se formaram filas, mas o processo está se ajustando e a tendência e que elas não aconteçam mais”, garante Rosane. Vale ressaltar que as gestantes são sempre priorizadas.

A modernização e consequente melhoria da prestação de serviços à comunidade também passa pelo uso do prontuário eletrônico. Em Farroupilha, médicos de cinco postos já utilizam o sistema que concentra as informações dos usuários do SUS, como dados pessoais, agendamento de consultas e exames até a descrição de procedimentos, em um único banco de dados.

Além da remodelação, a Secretaria também está capacitando os médicos da rede com um novo protocolo de atendimento. A primeira reunião aconteceu com os profissionais das nove Estratégias Saúde da Família (ESF), na última quinta-feira, 10. O objetivo é proporcionar a troca de experiências dos profissionais de formações universitárias diferentes, fortalecendo a atenção básica e incentivando-os a examinar, conversar e avaliar o paciente clinicamente. “Todos devem seguir as mesmas etapas, desde a anamnese (entrevista médica) que é fundamental para a formulação de hipóteses diagnósticas, passando pelo pedido dos exames de menor complexidade, até chegar em uma tomografia, por exemplo”, diz Rosane.

     Para que os estudos continuem, a Prefeitura estuda ainda implantar a Câmara Técnica da Saúde. O grupo seria formado por representantes da Secretaria de Saúde, da Associação Pró-Saúde, do Conselho Municipal de Saúde e do Hospital Beneficente São Carlos. “A ideia é discutir continuamente as melhores maneiras de organizar os fluxos de atendimento da população, minimizando situações como encaminhamentos desnecessários em toda a rede de saúde do município”, destaca Rosane.

Fotos: Adroir da Silva | Fonte: Assessoria de Imprensa e Comunicação Social da Prefeitura de Farroupilha

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