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Medida foi adotada em decorrência do impacto da paralisação dos caminhoneiros nos atendimentos em serviços de saúde.

O Ministério da Saúde anunciou nesta terça-feira, 29, a prorrogação da Campanha Nacional de Vacinação Contra a Gripe até o dia 15 de junho. A decisão foi motivada pelos efeitos da paralisação dos caminhoneiros no atendimento em saúde, além do feriado de Corpus Christi no dia 31 de maio, quinta-feira, e muitos municípios farão ponto facultativo no dia 1 de junho. Inicialmente, o fim da campanha estava previsto para esta sexta-feira, mas em função do não atingimento da meta de cobertura vacinal, foi prorrogada por mais 15 dias.

O público-alvo da campanha inclui idosos a partir de 60 anos, crianças de seis meses a cinco anos, trabalhadores da saúde, professores das redes pública e privada, povos indígenas, gestantes, puérperas (mulheres em até 45 dias após o parto), pessoas privadas de liberdade e funcionários do sistema prisional.

A vacina está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde do município, mas somente para os grupos de risco de complicações da doença. A escolha desses grupos se deve ao fato de eles serem mais vulneráveis aos efeitos da gripe e sofrerem mais com seus sintomas e desdobramentos. Além disso, parte desse pessoal possui contato diário com outras pessoas infectadas, o que aumenta o risco de transmissão.

Após o fim da campanha, caso haja disponibilidade de vacinas nos estados e municípios, a vacinação poderá ser ampliada para crianças de cinco a nove anos de idade e adultos de 50 a 59 anos. O Ministério da Saúde reforça a importância dos estados e municípios continuarem a vacinar os grupos prioritários, em especial, crianças, gestantes, idosos e pessoas com comorbidades, público com maior risco de complicações para a doença.

 

Mortes por gripe

De acordo com o último levantamento do Ministério da Saúde, foram registrados 2.088 casos de gripe em todo país e 335 pessoas morreram em decorrência da doença. O tipo mais grave de gripe foi o H1N1, com 218 óbitos e 1.262 casos. Das pessoas que faleceram, 70% possuíam ao menos algum fator de risco, como idosos com mais de 60 anos cardiopatas, pneumopatas e com diabetes millitus.

Foto: Adroir da Silva | Fonte: Assessoria de Imprensa e Comunicação Social da Prefeitura de Farroupilha

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