Publicidade

 

Desde sua implantação, em 2015, a Farmácia Solidare, iniciativa que contribui para o tratamento de saúde de pessoas carentes em Farroupilha, tem despertado o interesse de profissionais e agentes públicos de outras cidades, que visitam o local e se inspiram na ação para levar novas ideias para seus municípios. Agora, o projeto também é tema de uma dissertação de Mestrado do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção e Sistemas da Unisinos.

Desde maio, o mestrando Rubem João Bertolo e a professora Claudia Viviane Viegas buscam informações para o estudo dos impactos ambiental, social e econômico que a Farmácia Solidare gera aos beneficiários do programa, além do impacto geral para o município todo.

“A Farmácia Solidare é um programa único no Brasil. Pode existir algo similar, mas com essa estrutura, só encontramos aqui. Tem projeto só para o descarte dos medicamentos, não para o reuso. O medicamento tem o ciclo antes do descarte, pode gerar um valor social e econômico anterior ao descarte.  Aqui na Solidare há esse valor intermediário. E vamos estudar que efeito isso tem na vida das pessoas. Queremos mostrar como que algo aparentemente pequeno pode impactar nas famílias que usufruem” explicou o mestrando.

O Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção e Sistemas da Unisinos tem uma linha de pesquisa de gestão e competitividade, que estuda aspectos dos impactos ambientais em produtos e serviços. Não estuda somente o ponto de vista de como produzir e consumir. Estuda como o consumidor se comporta, como esse consumo pode ser mais sustentável, como a engenharia de produção pode contribuir para um mundo mais sustentável.

A professora e coordenadora da pesquisa, Claudia Viviane Viegas, conta como ficou sabendo sobre a Farmácia Solidare. “Em 2014 eu estava fazendo um projeto de pesquisa para o CNPQ sobre logística reversa e encontrei um documento da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) que falava da logística reversa de medicamentos junto com a Anvisa. Nesse documento citava a Farmácia Solidare como um projeto futuro na cidade de Farroupilha, mas não tinha detalhes. No ano passado então fizemos o contato com a Francis Somensi e constatamos que o projeto já estava em andamento. A Solidare é pioneira” ressaltou Claudia.

Ainda de acordo com a professora, esse estudo poderá servir de exemplo para outros países. “A Inglaterra, por exemplo, na área de medicamentos destrói tudo e não tem um uso intermediário, eles nem pensam nisso. Nós vamos provocá-los a pensar nisso. Vamos tentar publicar lá um estudo usando essa experiência daqui. Eles já fazem estudo de impacto social para outras tantas coisas, mas para isso não. Vamos mostrar que eles não precisam destruir tudo”.

A dissertação de Mestrado será concluída no início do próximo ano. Rubem e Claudia já conversaram com a Primeira-Dama e coordenadora da Solidare, Francis Somensi, com o Prefeito Claiton Gonçalves, com a Secretária de Saúde, Rosane da Rosa e com o Secretário de Meio Ambiente, Miguel Ângelo de Souza. Além disso, durante uma tarde de funcionamento da farmácia, eles aplicaram questionários e conversaram com alguns usuários. E mais uma visita está prevista para os próximos meses.

Farmácia Solidare

Lançada em junho de 2015, a Solidare tem como objetivos contribuir para o tratamento de saúde de pessoas carentes, reduzir o desperdício de medicamentos, diminuir o descarte incorreto no meio ambiente, evitar a automedicação e as intoxicações.

Como ajudar?

Para ajudar, basta entregar os remédios nos pontos de coleta espalhados pelas Unidades Básicas de Saúde, sede da Prefeitura, CEAC, Câmara de Vereadores, sindicatos, e algumas empresas do município.

Podem ser doados qualquer tipo de medicação, inclusive fora das caixas. Todo material passará por triagem que avaliará também lotes e condições dos comprimidos.

Atualmente o estoque está abastecido com antibióticos, anti-inflamatórios, anticoncepcionais, linha injetável, leites especiais, poli vitamínicos, anti-hipertensivos, remédios de controle especial, colírios, entre outros.

Como receber o benefício?

Para ser beneficiado é preciso apresentar receita médica do Sistema Único de Saúde (SUS) e comprovante de residência de Farroupilha ou apresentar receita médica particular, comprovante de renda pessoal de até um salário mínimo e meio e comprovante de residência de Farroupilha.

Fotos: Claudia Chiele | Fonte: Assessoria de Imprensa e Comunicação Social da Prefeitura de Farroupilha

Publicidade